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Sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Tecnologia no mundo, explicada em português.

Ferramentas

Gerador e validador de RG

Não existe padrão nacional de RG: cada estado numera do seu jeito. Esta ferramenta trabalha com o formato de nove caracteres da SSP-SP, o único com dígito verificador amplamente documentado.

Tudo acontece no seu navegador. Nenhum dado digitado aqui é enviado à sysINFO ou a terceiros - não há servidor, upload nem registro. Você pode desconectar da internet e a ferramenta continua funcionando.

Gerar

Validar

Pode colar com ou sem pontuação. O verificador pode ser um dígito ou a letra X.

Para que serve

Começamos pela ressalva mais importante desta página, porque ela muda o que você pode esperar da ferramenta: não existe um padrão nacional de RG. O Registro Geral é emitido pelos institutos de identificação de cada unidade da federação, e cada um define seu próprio formato, seu próprio tamanho e sua própria regra de numeração. Alguns estados usam dígito verificador, outros não. Alguns têm sete dígitos, outros oito, outros nove. Não há um algoritmo único que valide o RG de qualquer brasileiro, e qualquer site que prometa isso está simplificando demais.

O que se costuma chamar de "validação de RG" em sistemas brasileiros é, na prática, a validação do padrão da SSP-SP: oito dígitos mais um verificador calculado por módulo 11, que pode sair como um algarismo ou como a letra X. É o formato mais documentado, o mais implementado em bibliotecas e o que esta ferramenta usa.

Dentro desse limite, a página é útil para gerar números com formato coerente para preencher telas de cadastro em teste, e para conferir a digitação de um documento paulista. Para RG de qualquer outro estado, o resultado da validação simplesmente não significa nada, e a página avisa isso na própria mensagem de retorno.

Como funciona o cálculo

No padrão da SSP-SP, o número tem nove posições: oito dígitos de base e um verificador.

  1. Multiplique cada um dos oito dígitos por um peso, começando em 2 na primeira posição e subindo de um em um até 9 na oitava.
  2. Some os oito produtos e tome o resto da divisão dessa soma por 11.
  3. Subtraia esse resto de 11. O resultado é o dígito verificador.
  4. Dois casos especiais fecham a regra: se o resultado for 10, o verificador é representado pela letra X; se for 11, o verificador é 0.

É a mesma aritmética usada em outros identificadores nacionais, com a diferença de que aqui os pesos são crescentes e não decrescentes, e de que o valor 10 não é convertido em zero, mas mostrado como letra. Essa letra X é a razão pela qual o campo de RG em muitos sistemas precisa ser de texto, e não numérico.

Como usar

  1. No painel Gerar, escolha quantos números você quer, de 1 a 200.
  2. Deixe Formatar com pontuação marcado para receber no formato 00.000.000-0, ou desmarque para obter os nove caracteres corridos.
  3. Clique em Gerar e depois em Copiar para levar a lista inteira.
  4. No painel Validar, cole o número com ou sem pontos e traço. O X do verificador pode ser digitado em maiúscula ou minúscula.
  5. Leia a mensagem de status: ela sempre deixa explícito que a conferência vale para o padrão da SSP-SP.

Notas técnicas

A validação aceita apenas nove caracteres, com o X restrito à última posição. Documentos com número mais curto, com letra de série ou com sufixo de órgão emissor serão recusados, e isso não é sinal de fraude: é sinal de que o formato é de outro estado. Se você mantém um sistema com usuários de todo o país, o mais honesto é armazenar o RG como texto livre acompanhado do órgão emissor e da UF, sem impor cálculo de verificador.

Vale registrar também o movimento em curso: a Carteira de Identidade Nacional adota o CPF como número único de identificação em todo o território, no lugar dos números estaduais. Isso não apaga os documentos antigos, que continuam circulando por anos, mas indica que campos de RG tendem a perder importância. Em sistemas novos, considerar o CPF como identificador principal costuma ser a decisão mais simples de manter.

Perguntas frequentes

Existe um padrão nacional para o número do RG?

Não. O RG é emitido por órgão de identificação de cada estado, e cada um adota o próprio formato, o próprio tamanho e a própria regra de numeração. Alguns têm dígito verificador, outros não. Não há um algoritmo único que valide o RG de qualquer brasileiro.

Então o que exatamente esta ferramenta valida?

Apenas o padrão da SSP-SP: nove caracteres, sendo oito dígitos e um verificador que pode ser um dígito ou a letra X. É o formato mais documentado e o mais usado em rotinas de validação de sistemas. Para RG de outros estados, o resultado não significa nada.

Meu RG foi recusado aqui. Ele é falso?

Provavelmente não. A causa mais comum é que o documento foi emitido por outro estado, com regra de numeração diferente. Um RG legítimo do Rio de Janeiro, de Minas Gerais ou do Paraná não tem por que passar em um cálculo desenhado para São Paulo.

Por que às vezes aparece a letra X no lugar do dígito?

Porque o cálculo é feito em módulo 11 e pode produzir o valor 10, que não cabe em um único dígito. No padrão paulista esse caso é representado pela letra X, exatamente como acontece em outros identificadores que usam a mesma aritmética.

O que muda com a Carteira de Identidade Nacional?

A nova carteira adota o CPF como número único de identificação em todo o país, no lugar dos números estaduais. Isso reduz a relevância do número de RG a longo prazo, mas documentos antigos continuam em circulação e sistemas legados seguem guardando o campo por muito tempo.

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